Jovens empreendedores benefeciam de crédito bancário

Jovens empreendedores benefeciam de crédito bancário

Cento e 37 jovens, de um total de 577 formados desde 2014, a Junho do ano em curso, em empreendedorismo e gestão média de pequenos negócios, no Centro Local de Empreendedorismo e Serviços de Emprego (CLESE) no Lubango, beneficiaram de créditos bancários no âmbito do fomento do auto-emprego.

Em declarações neste sábado, à imprensa, no Lubango, o responsável do CLESE, em exercício, Dinis Cambulo, disse que a iniciativa é do centro em parceria com os bancos comerciais e visa financiar projecto gizados por jovens recém-formados, virados para a criação de empregos.

Segundo o responsável, sem avançar valores, o financiamento obedece duas vertentes, os de empreendedorismo, que beneficiaram de um crédito mais avultado, pelo facto de apresentarem um grau de viabilidade mais clarificado, assim como os de gestão de médio e pequenos negócios é reduzido, uma vez que abrange até os vendedores ambulantes e terem como retornar os valores.

Fez saber que os bancos além de absorverem estes empreendedores, reúnem-se com os proprietários dos projectos para constatar a viabilidade e estabelecer os prazos e as formas de reembolso, bem com como orientá-los, só depois comunicam ao centro sobre o montante disponibilizado.

Por outro lado, fez saber que desde a abertura, o centro recebeu inscrições de um milhão e 390 candidatos que procuram o primeiro emprego, sendo que 70 mil estão colocados no mercado. Em sua opinião justifica-se pois a oferta é pouca e a procura é muita, mas também não deixou de atribuir a culpa ao sector privado, por estes não recrutarem dentro dos centros formação.

“Algumas empresas têm medo por causa da fuga ao fisco e situações não são muito boas, não passam ao centro de emprego, muito menos no CLESE, para fazerem o recrutamento de candidato, procuram de qualquer maneira, e isso desestabiliza as políticas pré-estabelecidas na criação do mesmo”, esclareceu.

Deu a conhecer que no centro encontram-se todas as profissões que o empregador poderia precisar e a custo zero, o necessário segundo ele é os patrões deslocarem-se para lá e dizer que necessito de candidatos formados nesta ou naquela área.

Para Dinis Cambulo todo empregador que recruta fora das instituições de formação, concorre para situações “desagradáveis”, como o fraco nível de percepção, bem como o investimento na formação do recrutado, o que para o responsável podem se suprimir com um candidato saído de um centro.

Apelou a juventude no sentido de primarem pela formação com perfil de saída virada para a criação de emprego, uma vez que o estado não tem a capacidade de garantir a todos, daí que o empreendedorismo surge para colmatar estas questões.

O CLESE é um projecto executivo de âmbito provincial, do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional INEFP, especializado directamente no domínio do empreendedorismo, micro pequenas e médias empresas, bem como intermediação da procura e oferta da mão de obra.

O mesmo surge para dar reposta a duas demandas na sociedade, a empregabilidade e a formação profissional, onde os candidatos têm a oportunidade de procurar o primeiro emprego e também serem formados, com destaque para, empreendedorismo, pedagogia, informática, gestão de recursos Humanos, contabilidade avançada, manutenção de rede de computadores, secretariado, cursos na vertente da hotelaria, programação em java, e inclusão social.

Fonte: ANGOP

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