BPC exige das empresas 20% de comparticipação do financiamento do BAD

BPC exige das empresas 20% de comparticipação do financiamento do BAD

Empresários ligados a pequenas e médias empresas (PMEs), interessados na linha de financiamento de 325 milhões de dólares norte-americanos do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) devem ter 20% do valor global do investimento.

A referida linha de crédito repassada aos clientes pelo Banco de Poupança e Crédito (BPC), no âmbito do acordo estabelecido com o BAD em 2017, foi lançada na província da Huíla, durante a “Expo Huíla 2018”, realizado em Agosto último.

Até o momento, o BAD já disponibilizou a primeira tranche de 120 milhões de dólares norte-americanos, estando prevista a segunda para breve.

Em declarações hoje à imprensa, o director de Marketing do BPC, Manuel Júnior, referiu que a comparticipação serve para alavancar o próprio projecto e mitigar os riscos de financiamento do mesmo.

“Não existe em parte nenhuma do mundo um banco a financiar 100% do projecto. Se um banco conceder um crédito habitacional, este vai financiar 70 a 80 porcento do valor solicitado”, sublinhou.

Cada empresário que apresentar o seu projecto, acrescentou, tem que dar garantias de 20% do valor que está a solicitar, cumprindo deste modo com as normas internacionais e requisitos de financiamento que os bancos praticam.

De acordo com Manuel Júnior, é uma forma de travar os “pára-quedistas”, que pensam em criar uma indústria da “noite para o dia”, quando nunca manusearam sequer 100 mil dólares.

Referiu que este procedimento serve para dar um aporte aos capitais próprios de carácter de engajamento e responsabilidade do próprio investidor ao projecto.

Sem precisar o número de projectos que já deram entrada para beneficiar do financiamento desta do BAD, referiu que o BPC está a trabalhar no sentido de ajustar e analisar alguns projectos, para a concessão do crédito.

“Há uma adesão, mas algumas empresas não têm condições para o efeito. O empresário tem de mostrar que é realmente empresário e deve comparticipar, investindo ou aplicando os 20% , como remanescente do projecto que está a implementar”, acrescentou.

Tendo em conta o crédito malparado, o BPC aposta em financiar projectos que de facto tragam resultados.

“Não queremos financiar projectos que possam perigar o próprio investimento e o próprio esforço tanto do BAD, BPC e do próprio Estado”, aludiu.

O empréstimo da linha de crédito do BAD está fixado entre 500 a 10 milhões dólares, equivalentes em kwanzas.

O responsável pelas estratégias desta instituição bancária, Joel Daniel Mizima, disse recentemente no seminário sobre instrumentos de financiamento internacionais, desconhecer tal procedimento praticado pelo BPC de exigir 20% de entrada do valor solicitado para empréstimo.

“Sabemos sim das condições de financiamento, que é para agricultura, indústria e pescas, com um valor mínimo de 500 dólares, até dois milhões de dólares e em alguns casos 10 milhões de dólares”, disse.

Fonte: ANGOP

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