Balanço do primeiro semestre de 2016, constitui destaque da semana

Balanço do primeiro semestre de 2016, constitui destaque da semana

O balanço do primeiro semestre do ano em curso (2016) que indica um desempenho superavitário da economia do país, na ordem dos 118,6 biliões de kwanzas, o equivalente a sete porcento do Produto Interno Bruto (PIB), constitui o destaque do noticiário económico dos últimos sete dias.

Segundo o ministro das Finanças, Armando Manuel, quando falava aos deputados da Assembleia Nacional, antes da aprovação na generalidade da proposta de revisão do OGE 2016, a posição de financiamento interno situou-se na ordem Akz 170.4 biliões, o equivalente a um porcento do PIB.

Quanto à balança de pagamento, os dados do I semestre da economia indicam uma melhoria de 13.5 porcento, tendo fechado com um saldo de seis biliões e 744 milhões de dólares norte-americanos.

A semana ficou igualmente marcada pelo anúncio da Sonangol sobre a suspensão das obras de construção de refinaria do Lobito e do Terminal Oceânico da Barra do Dande, para reavaliação da visão estratégica de desenvolvimento e implementação destes projectos.

De acordo com uma nota de imprensa da petrolífera nacional chegada à Angop, a nova visão estratégica irá incorporar todos os investimentos já realizados, de modo a maximizar a sua rentabilidade.

O documento acrescenta que estes projectos são de importância capital para o país, mas a Sonangol considera necessária a medida aplicada, tendo em conta a nova realidade que Angola enfrenta, em particular no sector petrolífero, situação que implica uma revisão criteriosa do seu desenvolvimento, faseamento e financiamento.

A empresa pública garante que continuará a cumprir as suas obrigações contratuais incorridas até à data e reitera o compromisso de fazer todos os esforços para manter a oferta sustentável de combustíveis ao mercado angolano, tendo em atenção a melhoria da eficiência e a estrutura de custos da companhia.

Outra matéria que mereceu destaque ao longo da semana foi o facto da Associação das Mulheres Marítimas, Portuárias e Actividades Conexas de Angola (Ammpaca) reforçar as linhas de acção das mulheres do sector petrolífero, com a realização do I Seminário Sectorial sob lema “A Organização das Mulheres no sector Marítimo rumo à Economia Azul de Angola”.

No acto de abertura do seminário, o secretário de Estado dos Petróleos, Aníbal Silva, enalteceu o acto por ser imperioso no fortalecimento das mulheres no sector marítimo e em particular no petrolífero.

Destacou-se igualmente a informação que dá conta do país estar a preparar condições para produção de algodão em grande escala

A pretensão é alimentar de modo permanente, com algodão fino, as indústrias têxteis: Satec, na província do Cuanza Norte, Textang II, em Luanda, e África Têxtil, Benguela, complexos industriais reabilitados no âmbito do programa de industrialização do país.

O arranque destas unidades fabris, está marcada para este ano, dado que o mercado interno não oferece condições.

Mereceu ainda destaque a informação dando conta que Cinco milhões de euros, equivalente a AKZ 931 milhões e 340 mil, foi o valor disponibilizado pela União Europeia ao Governo angolano, destinado às áreas de desenvolvimento rural, formação profissional, ensino superior, energia, água e saneamento, resultante da assinatura da convenção de financiamento da acção facilidade de cooperação técnica e apoio aos serviços do ordenador nacional.

Em declarações à imprensa, o director Nacional de Integração Económica e Cooperação para Desenvolvimento do Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial, Tambwele Francisco, explicou que o referido valor é a parte inicial de uma doação da UE que totaliza 210 milhões de Euros e serve para o Programa Indicativo Nacional para o período 2014-2020, assinado em Outubro de 2015, em Luxemburgo.

Já o embaixador da União Europeia em Angola, Gordon Kricke, considerou que a assinatura da convenção de financiamento da acção facilidade de cooperação técnica e apoio aos serviços do ordenador nacional vai permitir dinamizar a parceria existente e promover o desenvolvimento comunitário do país.

Fonte: ANGOP

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